Estudante brasileira conta como é viver o sonho do primeiro intercâmbio no continente

Mylena Marquezini tem 21 anos, é natural de São Caetano do Sul e viveu desde os 13 anos no interior de São Paulo. No início deste ano, a jovem desembarcou em Dublin, Irlanda, para o primeiro intercâmbio de sua vida. Ela, que é acostumada a independência desde os 15 anos, deixou para trás uma vida estruturada no Brasil – Trabalho, casa, amigos e um grande amor para viver esta nova experiência em sua vida, com a finalidade de crescer pessoal e profissionalmente.

O destino escolhido por Mylena foi resultado de diversas pesquisas, nas quais ela buscava por um lugar onde pudesse aperfeiçoar a língua inglesa, mas que também oferecesse um custo de vida mais barato. Por esses aspectos, a Irlanda despontou em sua lista. No entanto, não foram só essas questões que a motivou, outro fator chamou sua atenção: o deslumbrante cenário que Dublin possui. A área verde, digna de um conto de fadas, encantou a jovem a tal ponto, que não tinha outra se não esta cidade para realizar seu intercâmbio.

Foto arquivo pessoal: Mylena nos Cliffs, Irlanda

Ao chegar na Irlanda, a estudante afirma que a positividade dos irlandeses foi o que mais lhe surpreendeu. Para ela, os Irish são um povo muito animado e disposto a ajudar. Por essas e outras, suas expectativas seguem sendo atendidas. Mas, frisa que se pudesse fazer diferente em uma próxima viagem, a jovem escolheria um destino menos popular entre os brasileiros, como Cork ou Galway.

Isso se dá por conta do que já citamos em alguns textos por aqui, nesta coluna. Viajar para uma cidade “lotada” de brasileiros pode, de fato, tirar o seu foco quanto ao exercício do idioma a ser aprendido no dia a dia. Neste caso, quanto menos contato em português com seus irmãos de nação, melhor será a eficácia da sua conversação na língua a ser especializada. Porém, por outro lado, uma cidade com compatriotas também traz os prós de nunca estar só em um momento de ajuda ou mesmo de saudade de sua terra natal.

Foto arquivo pessoal: Mylena no Phoenix Park, Dublin

Mylena dá uma dica para aqueles que possuem o sonho do intercâmbio: “Quando dizemos aquela frase – Antes tarde do que nunca – podemos sentir o quanto ela é real. Eu adiei meu intercâmbio por duas vezes porque não me sentia preparada. Mas, na verdade, nunca estamos preparados para um futuro desconhecido. É fundamental sair da zona de conforto, embora às vezes seja difícil. É preciso um pouco de coragem para dizer sim para a vida, para o incerto, para o acaso e para as novas experiências”. Afirma.

Foto arquivo pessoal: Mylena em Londres

Além das aulas, a estudante trabalhou em um restaurante indiano e um pub tcheco. Para ela, Dublin é muito intenso e isso faz com que não haja uma acomodação por parte do intercambista, pois alguma coisa sempre sairá dos trilhos. O charme da cidade, como a natureza, as praias, os parques, a arquitetura antiga e histórica são itens que impressiona a jovem.

Foto arquivo pessoal: Mylena nas ruas de Dublin

Quando chegou a Dublin, seu objetivo era apenas aprender inglês, mas, o fato é que o estudo é consequência de tudo que está vivendo, pois por meio do intercâmbio pôde conhecer pessoas de todas as partes do mundo, de diferentes culturas e perceber que há mais coisas em comum com elas do que se imagina.

A experiência na capital irlandesa estava prevista para durar oito meses (de janeiro a setembro), no entanto, a paixão por aprender outros idiomas a fez ir além e nesta reta final, Mylena foi em busca de um novo sonho: conhecer Sevilha, a cidade espanhola, situada na comunidade autônoma de Andaluzia.

Foto arquivo pessoal: Mylena em Madrid, Espanha

Na Espanha, a jovem trabalha voluntariamente em um hostel, um tipo de acomodação com preços bem em conta e o ambiente estimula a interação entre os hóspedes, por serem de nacionalidades diferentes. Essa socialização é feita por meio da rotina em quartos compartilhados e das confraternizações promovidas pelo espaço.

As atividades da intercambista, não remuneradas, são realizadas em troca de uma ótima hospedagem e comidas típicas do país. Este é um tipo de ação muito comum entre jovens que desejam viajar mundo a fora em busca de novas culturas e sem gastar muito. Seu maior desafio por lá foi se adaptar ao clima local, uma vez que saiu dos 16 graus, na Irlanda, e atualmente encara os 41 graus na Espanha, com sensação térmica de 50 graus.

Foto arquivo pessoal: Mylena em Dorne, Westeros, Espanha

Porém, a magia da cidade, que é cheia de encantos e histórias interligadas com a cultura brasileira, além da vivência, compensa as dificuldades. “Sinto que finalizo, no próximo mês, meu intercâmbio pela Europa com a sensação de dever cumprido, dominando dois idiomas (o inglês e o espanhol), com aprendizados e muita bagagem”, finaliza.

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Joyce Lima
Jornalista e assessora de comunicação, a área cultural é a sua paixão e, por isso, sempre busca conhecer costumes e culturas de diferentes lugares. A história de cada país e região a encanta e ela procura dividir isso de maneira mais fidedigna com os leitores. Carioca da gema e sem amarras segue livre buscando conhecimentos por onde passa.