O publicitário Felipe Martins dá várias dicas para a sua viagem sair bem mais barata.

Tá afim de fazer aquela viagem irada, sem limites para conhecer o mundo, mas está com pouca grana? Saiba, então, que a sua liberdade está próxima de ser conquistada! Porque é possível realizar uma trip incrível, pela Europa, por exemplo, gastando bem pouco mesmo. Para isso, há planejamento e estratégias para que o seu mochilão dê certo e seja econômico.

O nosso convidado Felipe Martins, publicitário e mochileiro, de 32 anos, conta que quando fez seu mochilão durante cinco meses, por países europeus, aprendeu a viajar com pouco dinheiro e com o auxílio de algumas táticas, aplicativos, plataformas e sites. Ele separou vários endereços virtuais importantes para você se organizar em sua viagem. Confira.

App de caronas

Photo by Patrick Tomasso

As caronas são ótimas opções para gastar bem menos durante os deslocamentos dentro de países europeus, aliás, essa prática é bem popular na Europa. Claro que é importante a sua segurança, logo, você pode utilizar aplicativos de caronas pagas ou de compartilhamento de carros, como o Bla Bla Car. Este tipo de transporte funciona e te ajuda a chegar nos destinos e  com, aproximadamente, metade do valor de um ônibus ou trem.

Volunturismo

Foto reprodução by WorldPackers

O volunturismo é um conceito em que o viajante tem a oportunidade de aproveitar as férias para realizar um intercâmbio cultural, exercitar o idioma do destino escolhido e trabalhar voluntariamente.

Geralmente, o mochileiro realiza uma parceria com empresas, a maioria delas é hostel, que buscam por mão de obra barata. Os funcionários trabalham em troca de acomodação e comida. O WorldPackers é “primo brasileiro” do Workaway e é um site que conecta viajantes que buscam fazer o volunturismo.

“Morei, durante o mês de agosto de 2015, em Zagreb, na Croácia. Durante este período, me hospedei no hostel onde trabalhava na limpeza, fazendo a troca da roupa de cama, retirada do lixo e varredura do chão. Não precisei desembolsar nenhum centavo, exceto a taxa cobrada pelo WorldPackers, e tinha três refeições por dia. O trabalho era bem tranquilo e como terminava cedo (largava entre 15 e 16h), consegui explorar bem a cidade e conheci parques, museus e etc. Além disso, o hostel tinha um bar e ali eu interagia e socializava com os hóspedes, o que me permitiu conhecer fazer amizades, incluindo um australiano que virou meu colega de viagem”. Conta, Felipe.

Troca de hospitalidade

Foto reprodução by Couchsurfing

Esta é uma prática corajosa, mas que funciona muito e impacta positivamente na sua viagem, porque ela sai muito mais barata! Com a troca de hospitalidade, você pode hospedar pessoas em sua casa e se hospedar nas casas alheias, em qualquer lugar do mundo e de graça. Este tipo de atividade funciona por meio de plataformas e tem a finalidade de promover uma interação intercultural.

O Couchsurfing é uma dessas redes e a moeda de troca é a experiência, na qual os usuários abrem suas portas em busca de boas companhias e boas conversas como retribuição. O serviço também possibilita a criação de eventos com o intuito de incentivar uma relação comunitária e de amizade. Diversas cidades realizam encontros fixos semanais.

Foto arquivo pessoal de Felipe Martins

“Em Porto, Portugal, fiquei hospedado na casa de um senhor divorciado, cujos filhos moravam longe e ele poderia ter uma vida solitária, por causa disso. Mas, ao contrário desta situação, ele ocupa dois quartos de sua casa para hospedar os couchsurfers. Outra experiência que o Couchsurfing me proporcionou foi em Viena, Áustria, onde convivi em uma comunidade urbana, num prédio ocupado por mais de 20 jovens que praticavam o dumpster diving, que consiste em resgatar alimentos descartados por estabelecimentos comerciais, mas, que ainda estão em condições de consumo”, relata.

O publicitário ainda utilizou a plataforma quando viajou para a Ilha de Malta, Malta, e para Lagos, Portugal. Atualmente, ele ainda continua como usuário do Couchsurfing, mas, agora, na condição de anfitrião, em sua terra natal, Porto Alegre (RS).  Ele recebe diversos viajantes que chegam à cidade gaúcha.  

Foto arquivo pessoal de Felipe Martins

“Esta é uma forma de me manter em contato com esse universo de viagens, que nos possibilita tanto conhecimento e descobertas, e de poder viver um pouquinho das experiências das outras pessoas, por meio das histórias que eles me contam. Essas conversas que me fazem “viajar sem sair de casa” é o que me conecta com as minhas vivências de mochileiro e fazem minha alma vibrar e meu coração bater mais forte”.  Afirma.

Com tanto material e experiências, Felipe teve, este ano, a ideia de registrar algumas delas, por meio de filmagens em uma espécie de bate-papo com seus hóspedes. Os vídeos podem ser conferidos em seu Canal Bagagem do Mundo, no qual compartilha diversas histórias contadas pelos mochileiros. Dá só uma olhada também na sua página no Facebook.

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Joyce Lima
Jornalista e assessora de comunicação, a área cultural é a sua paixão e, por isso, sempre busca conhecer costumes e culturas de diferentes lugares. A história de cada país e região a encanta e ela procura dividir isso de maneira mais fidedigna com os leitores. Carioca da gema e sem amarras segue livre buscando conhecimentos por onde passa.