Antes de me mudar para Nairóbi, ouvia falar muito sobre os melhores atletas corredores do Quênia e sobre o trânsito caótico da cidade. No entando, fiquei bastante  surpreso ao chegar aqui, porque o trânsito parecia bem diferente daquilo que algumas pesssoas me disseram. As poucas vezes que tive que ir ao centro da cidade em horas de bastante movimento, sempre foi possível trafegar tranquilamente e as ruas tinham  um bom padrão de qualidade. Nunca fiquei horas em engarafamentos como me disseram que seria comum por aqui. É claro que em algumas partes da cidades o deslocamento é lento, o que é comum em grandes centros.

motoO que mais me supreendeu foi a forma como os quenianos, no geral, dirigem. Após aguns meses em Nairóbi, eu também comecei a dirigir. E foi uma grande dificuldade, tenho que dizer! Nunca pensei que conduzir um carro pudesse se tornar um pesadelo. Poucos dias dirigindo por Nairóbi percercebi que as regras de trânsito não são respeitadas. Semáforos, sinais de trânsito, faixa de pedrestre são raros por aqui e quando existem são ignorados, porque ninguém para num sinal vermelho, por exemplo. Nos cruzamentos, é como se fosse uma disputa. Se você quiser seguir a regra de que quem vem pela direita tem prioridade, você vai ficar uma hora no cruzamento e niguém vai lhe dar passagem.

Quando estava tirando a minha carta de habilitação, o instrutor dizia que quem está dentro de uma circular tem a prioridade (também li isso nos livros). No entando, acredito que nas autoescolas quenianas os instrutores  ensinam regras que ninguém é capaz de explicar. Sem contar com as situações bizarras que são encontradas pelas ruas, como, por exemplo, uma vaca sendo transportada em cima de uma moto e assim por diante.

O governo se mostrou preocupado com a situção do trânsito e até publicou uma nota recentemente solicitando que todos os condutores locais refaçam os teste de trânsito. Resta saber se isso tratá algum efeito possitivo para o trânsito local.

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