Dublin foi – e continua sendo, literalmente, uma viagem para mim.

Não sei exatamente o porquê de ter escolhido essa pequena ilha e tão verde.

Talvez porque ouvi falar bem daqui.

Talvez porque a principal língua é o Inglês, idioma que estudei por um bom tempo.

Foto: Verônica Motti, arquivo pessoal

Conheci pessoas que já tinham vindo e pessoas que tinham planos para vir pra cá. Juntei minhas coisas, coloquei meus sonhos na mala e vim. Deixei algumas saudades para trás também, mas tudo bem. Dublin, de certa forma, me conquistou – me tirou daquele lugar quentinho e aconchegante que, comumente conhecemos como zona de conforto. E de certa forma isso foi bom pois, aprendi, experienciei e mudei minha visão sobre certas situações e certas ocasiões. A vida ensinou bastante sobre duas coisas: comunicação e persistência.

Se você está planejando vir passar um tempinho na maior cidade da Irlanda, já deve ter lido ou ouvido a seguinte frase: “Não venha pra Dublin. As moradias aqui são caras e tá muito difícil de conseguir algo (decente).”, o que não é mentira. Fácil, não é. De início, eu cogitei ir a outro país ou para o interior da Ilha. Mas alguns fatores como contatos e trabalho, por exemplo, me fizeram continuar com a decisão de achar um cantinho por aqui.

Desde que cheguei, a busca por uma casa se tornou algo constante até eu finalmente encontrar algo. Por quê? Porque falta imóvel na cidade, porque é um momento em que há muita migração. São estudantes de todo o mundo e profissionais que são realocados em grandes empresas como Facebook, LinkedIn, Salesforce, Airbnb, Yahoo, Twitter, etc, chegando pra cá. Enfim, é um problema bem sério. Com isso, as pessoas transformam casas e apartamentos em pequenos albergues para lucrar o máximo com isso, sublocando os imóveis. Após passar por poucas e boas nessa mudança, aprendi um montão e agora mantenho meus olhos bem abertos e não caio na conversa fácil da maioria. Para você, então, acalmar o seu coração e encontrar um lugar mais próximo possível de um lar, presente atenção –  eis o que aprendi:

Foto: Verônica Motti, arquivo pessoal

1. Se parece suspeito, provavelmente é suspeito

O landlord mora fora da Irlanda? Esqueça. E outra coisa: JAMAIS pague o valor do aluguel + depósito sem antes visitar a casa e conversar com quem está saindo ou mora no local. Eu mesma já recebi diversos e-mails e pasme – até um passaporte falso de uma pessoa que queria muito alugar um lugar pra mim mas não estava no país. Coitado, né? Não! Não caia nessa. A gente sempre tem aquele feeling sobre quando algo não está certo; ouça mais a si mesma(o).

2. Não deixe o desespero tomar conta

Não, você não vai morar na rua. Não deu pra achar casa logo de início? Pegue uma temporária. Passe uma semana em hostel, pegue mais um tempo na residência estudantil. Só não pague caro por algo que não vale tudo aquilo (isso tem muito por aqui). Se bater a dúvida e aquele famoso “ah, mas e se?”, lembre-se dos seus pais. Será que eles iriam querer esse lugar pra você? Mãe e pai sempre sabem. Se der vontade de desistir, recupere o fôlego, mude as direções. A vida vai fluir ao seu favor.

3. Comunique-se com as pessoas da casa

Você vai acabar compartilhando moradia com pessoas que nunca viu na vida e TÁ TUDO BEM. Por mais que seu inglês seja fraco ou esteja enferrujado, converse, pergunte, questione, saiba das regras. Existe contrato? Estadia mínima? Máxima? Se você quiser sair e ir pra outro lugar, tem que avisar? Com quanto tempo de antecedência? Deixe tudo bem claro e anote tudo. Guarde provas ou tenha testemunhas em caso de ocorrer divergências de informação. Isso já aconteceu comigo por falta de informação e comunicação entre o pessoal que morava na casa e o pessoal que estava deixando a vaga e sobrou pra mim, que perdi alguns preciosos euros na “brincadeira”. Há muita gente gananciosa querendo levar vantagem por todo e qualquer detalhe.

4. Seja legal, seja flexível

Uma coisa é você estar na sua casa lá no Brasil, aquele lugar em que você podia chegar e ficar na boa, ouvindo música alta, cantando, deixando a louça pro dia seguinte… Outra coisa é viver em uma casa onde já existe uma rotina, certos horários e pessoas com necessidades diferentes. Por isso, respeite e sinta empatia pelo outro. As pessoas que compartilham suas casas e eventualmente, suas vidas geralmente são de outro país e estudam, trabalham… Assim como você. Pode acontecer de ter que abrir mão de alguns detalhes e costumes. Não tem problema, viu? Isso só nos ajuda a crescer, amadurecer e nos descobrir um pouco mais.

Então depois de toda essa jornada e quando você FINALMENTE encontra aquele cantinho, tudo vira celebração. Repare: cada pequeno detalhe do dia a dia, como fazer um café ou tomar um banho, se torna um momento incrivelmente delicioso. Porque você foi atrás disso, e agora vive a sua experiência, a sua escolha. É a sua chance de tornar cada dia único e memorável; logo, que seja incrível.

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Imagem: Reprodução Visualhunt

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Verônica Motti
Verônica Motti é publicitária, vegetariana em transição ao veganismo, mora em Dublin e acredita numa vida com mais propósito e claro, mais viagens.