Liana Barreto comenta sobre a importância deste tipo de ação para a sociedade e para a evolução pessoal

Logo que cheguei na Irlanda, durante a primeira semana, me deparei com um anúncio nos grupos do Facebook sobre um trabalho voluntário numa charity shop (espécie de brechó) chamado Gorta. Logo pensei em me candidatar, pois sempre quis fazer algum tipo de trabalho voluntário, mas nunca encontrei a oportunidade e a motivação antes. Pensei que poderia ser bom para o meu inglês e poderia servir de referência para o trabalho no futuro.

Fui até a lojinha, que fica na Capel Street e preenchi um formulário, precisava de duas referências, que consegui com  professores na escola. Na semana seguinte, já comecei o trabalho.

Como é ser voluntária em um brechó?

É uma experiência interessante e gratificante. Pra mim foi o primeiro trabalho que realizei sem remuneração, no qual tive contato com os funcionários nativos e voluntários de diversas nacionalidades. Fiz amizade, pratiquei o inglês, ajudei em uma causa social e evolui bastante como profissional e como pessoa.

Gorta significa fome, em Irish, e esse é um Charity Shop que tem a finalidade de ajudar a acabar com a fome nas regiões rurais da África. Eles atuam através de diversas ações sociais em países como Uganda , Kenya e Etiópia.

Como funciona?

Eles têm uma cadeia de lojas por toda a Irlanda, arrecadam doações e as revende. O dinheiro é usado para financiar as ações na África Subsaariana. Para eles, é por meio, principalmente, de ações na área da agricultura que o objetivo será alcançado, pois na África subsaariana as ações na área da agricultura tem resultados 11 vezes mais eficientes na redução da pobreza do que outros tipos de ações. Dessa forma, eles agem promovendo cursos, fornecendo sementes e ajudando as famílias a desenvolverem seu próprio negócio, promovendo o desenvolvimento e a educação. Conheça mais sobre o projeto aqui.

O trabalho em si é bem simples e fácil, como separar as doações que chegam na loja, limpar e organizar as prateleiras, receber e conversar com os clientes, usar o caixa para fazer as vendas e trocar os looks na vitrine da loja. Não fica só uma pessoas responsável por cada coisa, os voluntários fazem um pouco de tudo.

Mas porque fazer isso?

Pra mim foi uma forma de ocupar meu tempo no começo, enquanto não conseguia um trabalho remunerado e acabou sendo bastante produtivo. Com isso, além da realização pessoal, ficaram as amizades, o inglês que melhorou e uma referência para o futuro.

Trabalhei lá por seis meses e mesmo depois de conseguir trabalho remunerado ainda continuei por um tempo. A preocupação com a questão social e não apenas com si mesmo é uma tendência crescente hoje no mercado de trabalho e no mundo, as empresas de sucesso sabem a importância da preocupação com a sociedade e procuram se engajar no desenvolvimento de algum projeto social, buscando também para o seu quadro de funcionários pessoas que compartilham desse pensamento.

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Aqui na Irlanda, além da Gorta existem muitos outros charity shop e projetos sociais que você pode contribuir. Na minha opinião, o povo Irlandês tem uma grande preocupação com o social e com o outro, talvez também por questões históricas. Se você também pensa fora da caixa, o trabalho voluntário é algo que recomendo muito. Nesse site, volunter.ie, é possível encontrar opções de trabalho voluntário em diversas diversas áreas.

Hoje penso em começar a contribuir para outra organização e outras causas, pois é algo que me satisfaz como pessoa e pra mim não considero uma perda de tempo, mas um crescimento pessoal.

Photo by LEMUR on Unsplash

Sobre a autora:

Liana Barreto é Cearense de fortaleza, contadora, e atualmente é intercambista na cidade de Dublin, na Irlanda. Liana adora viajar e desbravar novas culturas. a intercambista acredita que ser voluntário é um ato de também de aprender com uma nova cultura. 

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