Com duas décadas de história misturando o reggae, o rock, o samba e o hip-hop, O Rappa não para. A agenda de shows lotada abriu espaço dessa vez para um pedacinho da Europa. Portugueses e irlandeses serão os privilegiados e, claro, os brasileiros que vivem nesses países não vão ficar de fora.

A cidade do Porto, em Portugal, recebe o grupo na apresentação do mais recente trabalho chamado “Nunca Tem Fim”. O show acontece no dia 06 de agosto. No repertório das apresentações, as novas músicas dividem o palco com os clássicos de 20 anos de estrada. Mas a festa está toda programada com a comunidade de mais de 13 mil brasileiros que vivem na Irlanda. É dia 10 de agosto na The Academy. Os ingressos já estão no 2º lote, os valores variam entre 35 euros (pista) e 45 euros (VIP). Os pontos de venda são: Real Tranfer Ltda (Quitanda Temple Bar and Clarendon Street), D-One Pub (89-94 Capel Street), Taste of Brazil (32 Parliament Street, Temple Bar), Feijoadao (The Mezz – Temple Bar).

O novo trabalho

“Nunca Tem Fim” é um pouco da força que o brasileiro emprega diariamente em cada uma de suas batalhas. A ideia é passar a fé e a esperança, toda a positividade de dias melhores.  Para vestir esses sentimentos, as melodias reúnem solos de guitarras mais presentes, loops e programações variadas, metais e timbres até então não explorados e até uma menção a um clássico de Bebeto, maestro do samba-rock.

A história 

Em 1993, Marcelo Lobato (teclado), Xandão (guitarra), Nelson Meirelles (baixo) e Marcelo Yuka (bateria) uniram-se para acompanhar a turnê do cantor Pappa Winnie pelo Brasil. Logo criariam seu próprio som e pouco tempo depois Marcelo Falcão chegava para completar a banda.

O primeiro trabalho d’O Rappa foi lançado no ano seguinte, já mostrando a cara da banda e a pegada social que seguiria. Em 1996, Rappa Mundi trouxe o sucesso com músicas que agitam os shows até hoje: Pescador de Ilusões, A Feira, Miséria S.A., O Homem Bomba e Eu Quero Ver Gol; além dos covers Ilê Ayê (Paulinho Camafeu), Vapor Barato (Waly Salomão e Jards Macalé) e de uma versão de Hey Joe, do Jimi Hendrix.

O Lado B Lado A veio com ainda mais pressão na consciência dos brasileiros. Minha Alma (a paz que eu não quero), O Que Sobrou do Céu, Me deixa, Lado B Lado A e Tribunal de Rua, desse disco, ainda hoje estão entre as favoritas do público.

Já o Instinto Coletivo foi o primeiro disco ao vivo da banda – e ainda trouxe 5 músicas inéditas. No final de 2001, o Yuka sai da banda para tocar sua carreira solo. O Rappa se transforma então em um quarteto formado por Marcelo Lobato (bateria), Lauro Farias (baixo), Xandão (guitarra) e Falcão (voz), além de Marcos Lobato como tecladista de apoio.

Agora, a banda voltou para o estúdio e lançou Nunca Tem Fim, que já ganhou disco de ouro pelas mais de 40 mil cópias vendidas. Embalada pela excelente aceitação das músicas Anjos, Auto-Reverse e Boa Noite Xangô, a banda voltou pra estrada.

Com informações Casa da Música e O Rappa