55% da população portuguesa e 42% da população espanhola nunca faz atividade física ou praticou esporte. Já na Suécia, Finlândia, Dinamarca, Eslovénia, Irlanda e Países Baixos as pessoas são mais ativas.

Portugal e Espanha tornaram-se os países europeus mais sedentários e estão em terceiro e em décimo primeiro lugar, respectivamente, entre os 28 países da União Europeia que menos fazem atividade física ou prática de esportes.

Conceitos como o equilíbrio energético entre o que se consome e o que gastamos são importantes para evitar o sobrepeso e a obesidade, e promover a aquisição de hábitos saudáveis na população. De acordo com os especialistas, a obesidade é o resultado de um contínuo balanço energético positivo, em que o consumo total de energia excede o gasto total de energia.

Gregorio Varela-Moreiras, professor de Nutrição e Ciência dos Alimentos da Universidade San Pablo CEU, em Madrid, acredita que “conhecer o conceito de balanço energético e aplicá-lo nas nossas vidas é talvez o mais importante para a manutenção de um bom estado de saúde e tentar prevenir a obesidade”. O professor afirma ainda que “não devemos estudar os componentes do balanço energético de forma isolada, mas de uma forma integrada, e como eles interagem uns com os outros”. Em relação ao gasto de energia, e segundo uma das análises de base para o desenvolvimento do Documento de Consenso sobre a obesidade e o sedentarismo na Europa, a maioria da população (60%) não pratica qualquer desporto ou pratica muito pouco (21%).

Espanha sedentária

42% da população espanhola nunca fez atividade física ou praticou esporte, estando em décimo primeiro lugar entre os 28 países da União Europeia onde menos se faz atividade física, precedido pela Grécia, Bélgica, Portugal, Itália, Hungria e Polónia, entre outros.

Por outro lado, países como a Suécia, Finlândia, Dinamarca, Eslovénia, Irlanda e Países Baixos, registam uma menor percentagem de pessoas inativas.

Lluis Serra-Majem, professor de medicina preventiva e saúde pública da Universidade de Las Palmas de Gran Canaria,  acredita que “os programas de saúde pública para prevenir a obesidade em Espanha deveriam priorizar a promoção da atividade física”, e que “a aquisição de estilos de vida saudáveis deve ser o objetivo de qualquer política de saúde. “

Já para José Antonio Calbet, professor de Fisiologia do Exercício do Departamento de Educação Física da Universidade de Las Palmas de Gran Canaria, “o exercício é em si uma medicina e deve ser visto como tal pelos especialistas – como um requisito terapêutico – e feito regularmente, como fazemos com os tratamentos com medicamentos”,

Os especialistas destacam ainda a importância de fornecer à população infraestruturas necessárias para ajudar no desenvolvimento de um estilo de vida mais ativo, assim como realizar esforços especiais na educação, de modo que se possa ajudar as pessoas a compreender o significado e alcance do conceito de balanço energético e a sua importância na prevenção da obesidade e na promoção da saúde.

Com informações de O Meu Bem Estar