Felipe Martins viveu por dois anos na Irlanda e realizou um mochilão incrível pelo Velho Continente, confira!

Foto: Arquivo pessoal de Felipe Martins

Quando Felipe Martins resolveu investir em um intercâmbio, levava uma vida confortável em Recife. O publicitário e designer gráfico trabalhava como analista de marketing em uma empresa, na capital de Pernambuco, e foi, exatamente, essa rotina cíclica que despontou no profissional a vontade de mudar totalmente a forma como vivia e conhecer mundo a fora.

No entanto, Felipe reconhece que naquele tempo já existia em si uma alma viajante e desapegada, pois o gaúcho, de Porto Alegre, conhecia alguns estados brasileiros e residia há sete anos na Região Nordeste, enquanto toda sua família vivia em sua terra natal. Mas, como contamos acima, isso não era o bastante. Ele confessa que não conhecia sequer países vizinhos como Uruguai e Argentina.

Minha principal motivação para o intercâmbio foi essa vontade de partir rumo ao desconhecido e ter a experiência de viver em outro país. Além dessas questões, também tinha a necessidade de estudar a língua inglesa e me aprimorar profissionalmente. Essa era, então, a desculpa perfeita para eu fazer minha primeira viagem internacional”, conta Felipe.

Foto: Arquivo pessoal de Felipe Martins

Para colocar o plano em ação, o rapaz iniciou uma série de pesquisas, nas quais buscou opiniões de amigos, que realizaram o intercâmbio em países como a Irlanda e Nova Zelândia, e informações em sites e portais de notícias sobre o tema. Inclusive, durante este processo, ele comparou diversos orçamentos em agências e escolas de idiomas. Um trabalho que requer muita atenção para que tudo saia conforme o desejado.

O destino escolhido por Felipe para o seu intercâmbio foi Dublin, a capital irlandesa, e o jovem enumera os porquês desta opção: o visto de estudante com permissão de trabalho; a língua inglesa como idioma oficial; e, em especial, estar na Europa, o que, segundo ele, possibilita bastante conhecer outros países do Velho Continente, tanto pela proximidade geográfica, quanto pela facilidade de entrada nos países do Tratado de Schengen.

Em 2013, três meses após se decidir de fato que estudaria fora do Brasil, ele desembarcou na Irlanda, aos 28 anos, na ocasião. Foram dois anos intensos e de muitas experiências incríveis. Felipe conseguiu, por exemplo, ser figurante em um episódio de Game of Thrones, na Irlanda do Norte!

“Na Irlanda, trabalhei como garçom em eventos de empresas multinacionais, na Guiness Storehouse (cartão postal de Dublin); vendi cerveja em eventos nos estádios e arenas, o que me trouxe a chance de assistir jogos de rúgbi e hurling, lutas de boxe e MMA e um inusitado campeonato de dardos (que por sinal, eles levam muito a sério); além de inúmeros shows musicais”, relata.

Foto: Arquivo pessoal de Felipe Martins

Felipe também trabalhou em sua área de especialização, como designer gráfico numa escola irlandesa e em agência brasileira com sede no país. Com o fruto deste trabalho, viajou para 25 países diferentes, incluindo um mochilão de cinco meses que realizou antes de retornar ao Brasil.

Quanto à experiência social, morou com pessoas de diversas culturas, entre elas, coreanas, malásias, italianas, venezuelanos, além de, é claro, muitos brasileiros de diversas regiões. Para ele, esses dois anos na Europa foram como um intensivão de vida, pois viveu mais do que em algumas décadas.

O publicitário considera Dublin uma cidade muito agradável e movimentada culturalmente, segundo suas impressões, há muita coisa bacana para fazer por lá, sendo o mais legal sentir a atmosfera local ao andar por ruas como a Grafton Street, com seus artistas de rua, pelos parques como o Stephen’s Green e tomar a famosa Guiness nos pubs da área boêmia do Temple Bar.

Foto: Arquivo pessoal de Felipe Martins

Ao ser perguntado se faria algo diferente caso retornasse à capital irlandesa, Felipe confessa que deseja muito voltar para lá, mas, na próxima viagem será para visitar, em vez de morar. Ele tem a certeza de que será muito intenso porque visitará amigos que fez e irá passear pelos lugares importantes para a sua história. Será um momento de flashback.

Felipe emenda e afirma que é possível arriscar fazer um intercâmbio independente da idade, pois a dúvida sobre estar novo ou velho para a experiência é uma crença limitante, já que na Irlanda conheceu pessoas entre 40 e 50 anos de idade e ainda ouviu falar sobre uma senhora que viajou para a Austrália aos 70 anos!

Felipe Martins também é idealizador do projeto Bagagem do Mundo.

Bagagem do Mundo (Teaser)

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Posted by Bagagem do Mundo on Tuesday, September 12, 2017

Obviamente, eu indico que você faça um intercâmbio o quanto antes, pois quanto mais cedo absorver os aprendizados que o intercâmbio tem a te ensinar, mais tempo terá para usufruir deles em sua vida. Mas se você já passou dos 30, 40 ou até dos 70 anos (por que não?) e tem esse sonho, eu aconselho a se jogar no mundo também, sem medos e nem julgamentos. Uma das vantagens de ir um pouco mais velho é que, em tese, a maturidade te traz um pouco mais de autoconhecimento e consciência para ter uma experiência de intercâmbio mais focada no seu propósito e com menos loucura e deslumbramento”.

 

Conheça também o canal Bagagem do Mundo produzido por Felipe Martins e curta a página Bagagem do Mundo no facebook.

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Joyce Lima
Jornalista e assessora de comunicação, a área cultural é a sua paixão e, por isso, sempre busca conhecer costumes e culturas de diferentes lugares. A história de cada país e região a encanta e ela procura dividir isso de maneira mais fidedigna com os leitores. Carioca da gema e sem amarras segue livre buscando conhecimentos por onde passa.