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Ay, por onde começamos? Enfim, Belize! Já ouviu falar? Tem certeza? Gente, eu sempre tive curiosidade em relação a esse país tão pequeno, com uma população de menos de 400 mil habitantes, encravado entre México e Guatemala, e com uma costa caribenha, meu bem! Falou em Caribe, tu já te anima, né? Eu também!

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Como vocês sabem, estou de viagem pela América Central – aliás, viagem não, turnê(!) no espetáculo da vida! Não sou obrigado! Acompanhado por minhas irmãs Juliete e Yanka tomei um ônibus noturno em Tulum (México) até Belize City (capital). Nossa! Logo na chegada já se percebe a herança africana na população. Adoooro! Daí era só chegar no porto e se jogar pra Caye Caulker. Em pouco menos de uma hora e muito sacolejo, desembarcamos nessa ilhota onde o lema é “Go Slow”, uma coisa “vai com calma”.

04-eduardo-xerez-belize-mundo-afora-pressabroad-Imagina tu chegando a um território que mede cerca de 1,5 Km de comprimento e menos de 1 km na parte mais larga. Gente, é uma manchinha em pleno mar caribenho! Carros aqui, nem pensar. Até o carro do lixo é um carrinho de golfe adaptado. Ay, uma onda o cara recolhendo o lixo nas propriedades; uma calma… Por 4 dias ficaríamos vivendo essa vibe, com trilha sonora caracterizada por reggae, punta music e dancehall.  Programa? Uma coisa Bob Esponja! Mergulhar, fazer esnórquel, caiaque… e caminhar pelo vilarejo, lógico! Onde as pessoas quase sempre te cumprimentam na rua. Seja por simpatia ou pra te oferecer um baseado. Ah! Tem a opção de tomar um vôo panorâmico pra ver o Great Blue Hole, uma cratera azul em meio à laguna.  E caso tu nem pra isso tenha disposição, então só te resta pedir uns bons drinks no Lazy Lizzard e ficar de mollho nas águas calmas e cristalinas dessa ponta da ilha. Aliás, ponta essa que só existe porque o furacão Hattie rasgou a ilha em duas partes em 1961. Ele veio literalmente fechando o tempo! Pense num close babado! Daí essa abertura hoje é conhecida como Split.

05-eduardo-xerez-belize-mundo-afora-pressabroad- A culinária local é, como se espera, relativamente limitada e os preços muitas vezes bem salgados. O truque é comer um chop suey ou um hambúrguer com fritas nas simpáticas chinesas do Auntie’s. O “simpáticas” foi generosidade minha.

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Agora sério, gente! Esnórquel é o mínino que se deve fazer por lá. Afinal, quem vai perder uma linha Ariel na segunda maior barreira de corais do planeta?! Jamais! E lá fomos nós, equipados com pé de pato e máscara, estávamos prontos em nosso modesto barco. Eu e as 7 meninas. “Bendito sois vós entre as mulheres!” O Jack (capitão) preparava as frutas pra pausa. O visual é encantador. Uma sensação de liberdade… Menos pra Juliete, que ‘tava enjoando em decorrência do movimento do barco. Mas isso só até o momento que a bonita viu os tubarões e raias se aproximando! Num instante esqueceu do enjôo e se jogou do barco pra nadar com essas criaturas meigas.

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E aí? Você toparia uma aproximação dessas ou ficaria só no barco fazendo a Tieta? De um jeito ou de outro, go slow!

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Dado Xerez
Dado Xerez é mestrando, graduado em História da Arte e Ciências da Cultura pela Universidade de Leipzig, na Alemanha, onde trabalha como Mediador Cultural. Sua grande paixão é viajar pelo mundo, colecionando novas histórias e aprendendo com cada lugar. Já visitou até então mais de 70 países e, além da Alemanha, já viveu na Nova Zelândia, Malta e Camboja. Hoje conta suas aventuras na coluna Mundo Afora, aqui no Press Abroad. Fascinado por comunicação, ele domina com fluência o Alemão, Inglês, Italiano e Português e ainda desenrola no Russo, Francês e Espanhol.