Acho que turismo não deve ser a primeira coisa que te vem à mente, quando tu pensa em Honduras; tou certo? Eu entendo! Até porque o pouco que se fala desse país centroamericano que faz fronteira com Guatemala, El Salvador e Nicarágua, é basicamente em relação à criminalidade latente e à taxa de assassinatos entre as mais altas do mundo. Ay, não te assustei, né? Pelo menos não é essa minha intenção. Até porque mesmo com uma reputação não lá das melhores, tenho conhecido uma galera que viajou por diferentes regiões hondurenhas e se surpreendeu com a beleza do país.

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Foto: Arquivo Eduardo Xerez

Como quase todos os países da América Central, Honduras tem litoral no Caribe e no Pacífico. Inclusive com uma barreira de corais imensa no lado caribenho. Além do mais, apesar da alta taxa de desmatamento, uma imensa parte do país ainda consiste em áreas florestais. Eu mesmo conferi de perto esse fator.

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Foto: Arquivo Eduardo Xerez

Em um período de poucas semanas, estive duas vezes por lá. A primeira foi com minhas irmãs, fomos à pacata Copán Ruínas. Aproveitamos o fácil acesso desde Antigua (Guatemala) e nos jogamos na estrada. Eu confesso que esperávamos uma cidadezinha sem-graça e com ar sombrio, como muitas áreas de fronteiras pelo mundo. Mas fomos surpreendidos por um lugarejo pra lá de agradável, com arquitetura colonial e muita vida, principalmente em torno da praça central. A atração principal, porém, é outra. Como o nome do lugar já diz, trata-se de ruínas, mais precisamente de um sítio maia. A essa altura da viagem já tínhamos passado por vários sítios arqueológicos maias no México e na Guatemala. Daí nossa expectativa estava bem moderada.

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Foto: Arquivo Eduardo Xerez

Chegamos lá por volta das 14:00 horas, depois de uma tranquila caminhada de uns 20 minutos. O sol ‘tava pegando pesado, mas o verde da floresta apaziguava nosso temperamento. Copán foi uma importante cidade na Era Clássica Maia, entre os séculos V e VIII. Sua magnitude arquitetônica é de tirar o fôlego até os dias de hoje! Um diferencial desse sítio, declarado pela UNESCO patrimônio da humanidade, são esculturas repletas de detalhes e bem-conservadas, que podem ser admiradas de perto.

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Foto: Arquivo Eduardo Xerez

Por não ter grandes ondas de turistas, Copán é super tranquila de se visitar. Depois de percorrer o sítio, até tiramos um cochilo no gramado (geralmente andamos com uma canga na bolsa. É nessas horas que vale muito a pena!) Pouco antes das 17:00 horas um funcionário sutilmente nos informou que estavam prestes a fechar o parque. Ainda tivemos tempo pra um pouco mais de contato com as amigáveis araras que povoam o ambiente. Satisfação total!

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Eduardo Xerez
Eduardo é mestrando, graduado em História da Arte e Ciências da Cultura pela Universidade de Leipzig, na Alemanha, onde trabalha como Mediador Cultural. Sua grande paixão é viajar pelo mundo, colecionando novas histórias e aprendendo com cada lugar. Já visitou até então cerca de 60 países e, além da Alemanha, já viveu na Nova Zelândia, Malta e Camboja. Hoje conta suas aventuras na coluna Mundo Afora, aqui no Press Abroad. Fascinado por comunicação, ele domina com fluência o Alemão, Inglês, Italiano e Português e ainda desenrola no Russo, Francês e Espanhol.