Um sonho na cabeça, uma mochila nas costas e quanto dinheiro no bolso?

Fazer intercâmbio tem se tornado cada dia mais popular entre os brasileiros, mas, apesar disso, ainda envolve custos bem altos.

Entretanto, como diz o ditado “Viajar é a única coisa que você compra e te deixa mais rico.” O investimento vale a pena, sim! Os ganhos para a vida pessoal, profissional, em todos os sentidos, ficarão para o resto da vida.

Nós sempre incentivamos o sonho do intercâmbio, e não queremos que impedimentos financeiros seja um empecilho para a conquista da viagem. Por isso, fizemos esta matéria para ajudar todos os futuros intercambistas a se planejarem corretamente e, se possível, com formas mais rentáveis.

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Conversamos com o Economista Mladen Dragosavac que forneceu dicas importantes de como se organizar, financeiramente melhor, para o intercâmbio.

Press Abroad: Qual a melhor forma de guardar dinheiro, e quais os meios mais rentáveis de se fazer isso?

Economista: Tudo vai depender dos valores e do tempo até a viagem acontecer.

Até 6 meses:

Se a data da viagem é até os próximos seis meses a melhor aplicação para juntar o dinheiro seria a poupança, pois, mesmo tendo uma rentabilidade baixa ela conta com isenção de IR. Até existem outras aplicações mais rentáveis como o fundo DI, porém, sofrem incidência de IR de 22,5% se retirar em 6 meses ou menos, fazendo a diferença de ganho entre a poupança e o fundo ser muito pequena.

Caso a pessoa já tenha o volume total para o intercâmbio, ela poderia investir em algum fundo de câmbio para se proteger de uma eventual alta do dólar.

Acima de 6 meses:

Planejando a viagem com mais de 6 meses de antecedência, uma aplicação interessante seria o fundo DI com taxa de administração baixa, no máximo 0,5%a.a.

Com a taxa Selic em 11%a.a. esse tipo de aplicação rende quase o dobro da poupança com o mesmo risco. Acima de 6 meses um fundo DI tem imposto de 20%. Novamente nesse caso, um fundo de câmbio pode ser interessante para diminuir o risco de oscilação do dólar.

Press Abroad: Qual a quantia que você sugere para economizar por mês?

Economista: Em relação à reserva mensal para viajar, o que eu recomendo é estabelecer o quanto pretende gastar no intercâmbio pelos meses até a viagem.

Vamos supor que pretende ficar dois meses fora do país e estima gastar R$15mil reais para isso.

Se a viagem será feita em 6 meses, o ideal é juntar R$2.500 por mês, e se tiver 1 ano para viajar, o ideal é juntar R$1.250.

Muitas pessoas pensam que podem contar com a rentabilidade da aplicação, mas na verdade para esse prazo, o mais correto, é investir em aplicações conservadoras, uma vez que o objetivo do investimento é preservar o patrimônio e não ter uma rentabilidade alta. Quanto maior o risco maior a rentabilidade e seria uma surpresa desagradável ter menos dinheiro do que precisa quando for viajar.

Press Abroad: Economizar é uma tarefa difícil. Onde e como é possível reduzir gastos no dia-a-dia?

Economista: Nos cortes orçamentários, o item que mais pesa no bolso de uma maneira geral, são os almoços/jantares fora de casa, além dos barzinhos e afins. Não estou dizendo para parar de viver por causa da viagem, mas talvez reduzindo 10% a 20% esse tipo de gasto já ajuda a poupar mais sem prejudicar o prazer de ver os amigos. Ou então, rever os seus contratos de TV a cabo (você precisa mesmo de 650 canais?), celular (eu mesmo tinha um pacote de torpedos até o mês passado!), entre outros prazeres (ou gastos à toa) que nos damos o direito, sendo que conseguiríamos viver muito bem sem.

*Imagens Reprodução


Cristina Lima
É formada em Jornalismo pela UNISO (Universidade de Sorocaba), e pós-graduada em Gestão da Comunicação Integrada pela Metrocamp em Campinas/SP. Passou também por muitas escolas de comunicação pelo Brasil e no exterior. Cristina vive entre entre a Irlanda e São Paulo, adora viajar, conhecer novos lugares, novas culturas e novos amigos.