Viajando a gente se dá conta que tempo realmente é relativo e precioso. Que as pernas, os olhos e a memória são as grandes parcerias. E se tiver um grupo de amigos junto, aí, não tem erro. A viagem, que tinha no roteiro apenas Edimburgo – a capital da Escócia-, começou na sexta-feira à noite com saída de Dublin, Irlanda. O voo dura 50 minutos.

2910976Viajamos em sete pessoas e no aeroporto conseguimos um táxi van para nos levar ao apartamento que alugamos pela Internet. O taxista foi quem nos ajudou a ampliar o roteiro da viagem. Tínhamos interesse em visitar as Highlands e o Lago Ness, mas os pacotes vendidos pelas agências não fechavam com o que queríamos – o tempo dedicado aos pontos turísticos era muito curto e o carro voltaria tarde no domingo. Fechamos com ele uma viagem pelas Highlands, pelo Lago Ness e pelos castelos Urquhart e o famoso Stirling Castle. O preço ficaria o mesmo das agências mais caras (48 libras). Vale lembrar que existem agências oferecendo pacotes com preços mais acessíveis – encontrei por 38 libras.

O apartamento foi mesmo uma grata surpresa. A proprietária era simpática, deu dicas de passeios, bares. O local era bem localizado e os cômodos bem grandes. Camas arrumadas e tudo limpo. Melhor que hotel ou disparadamente melhor que um hostel – pelo mesmo preço. Se você ficou interessado em ver um apartamento para sua viagem, pode conferir as opções aqui. Pelo menos dessa vez funcionou muito bem.

As atrações

DSC_0261 copyO Edinburgh Castle estava na programação e queríamos dedicar tempo a ele. Compramos o bilhete de ônibus para um dia (custa 3,50 libras, você compra no ônibus mesmo, mas com moedas). Descemos na cidade velha para ir andando, fotografando as ruas, as igrejas e qualquer coisa que turista costuma achar interessante. O castelo abre às 9h30. Com o ingresso comprado pela Internet você evita fila – custa 16 libras. Foi o que fizemos e conseguimos aproveitar tudo sem pressa ou correria. Na saída, a fila já estava gigantesca.

13008640Passeamos pelo jardim central, pela rua dos pubs, pela feira de rua que acontece todos os sábados das 10h às 17h com produtos artesanais, frutas e comidas. O National Museum of Scotland não pode ficar de fora – a entrada é gratuita e tem tanta coisa interessante que dá para perder o dia.

A noite em Edimburgo deixou a desejar um pouco para quem busca agitação, mas porque não escolhemos os lugares certos – ficavam mais longes e no outro dia precisávamos acordar muito cedo. Nos bairros e na região central, a maioria é de ambientes amigáveis e familiares.

Saímos às 5h45 para chegar cedo ao Lago Ness. Mas um acidente no caminho trancou a rodovia e precisamos mudar o roteiro. Viajamos por uma estrada cheia de curvas, onde a velocidade dificilmente era superior a 50 km/h. Fomos até Inverness apreciando as Highlands pelo caminho. Só a paisagem já vale a viagem e ainda você tem a chance de encontrar várias ovelhas, inclusive no meio da estrada. Por causa da mudança, conseguimos visitar apenas o Urquhart e nem entramos. 4840136Nosso objetivo era o Lago Nesss e ele definitivamente vale o investimento de tempo. Na região do Caledonian Canal, existe um ponto de parada incrível. Você consegue praticamente ficar no meio do lago.

O único ponto chato da viagem foi que o motorista cobrou mais quando encerramos o roteiro, alegando o problema com o acidente. Ele não comunicou nada antes e acabou reduzindo as atrações. Então, vale confirmar o preço desde o começo e se tiver algum imprevisto conversar com o motorista na hora para evitar surpresas no final.

A viagem encerrou no domingo à noite com o fim do Festival Internacional de Edimburgo e a queima de fogos no Edinburgh Castle. Foram 45 minutos de fogos no ritmo de músicas – um verdadeiro espetáculo. Quem 4835584quiser anotar na agenda, o evento acontece todos os anos nas últimas três semanas de agosto.

Outra dica é nunca apagar as fotos sem ter certeza do que você está fazendo. Durante a queima de fogos, resolvi excluir as que não estavam legais. Resultado – apaguei três álbuns por engano. Justamente os álbuns dos dois dias de viagem. Meu irmão, que trabalha com TI, conseguiu recuperar algumas. Muitas ficaram com “erros” e não puderam ser reaproveitadas. O mais importante é que a memória não se apaga. Mas vale ficar atento para não perder os registros de momentos importantes.

Imagens reprodução


Marciéli Palhano
Jornalista brasileira, nômade por natureza. Adora conhecer pessoas, histórias e lugares diferentes. Se tiver comida boa, uma bela paisagem e gargalhadas, não precisa de mais nada. Diagnosticada com doença celíaca e intolerâncias alimentares, criou o projeto Zero Gluten & Lactose: www.zeroglutenlactose.com