Decidiu fazer um intercâmbio e descobriu quantas dúvidas você tem sobre o assunto? Relaxa que você não é a primeira pessoa e muito menos a única, pode ter certeza. Por isso, o Press Abroad dá as dicas para você começar a planejar seu sonho.

Eu, com minha experiência de intercâmbio, vejo que uma das principais inquietações é: “Onde irei morar?” Por isso, decidi escrever e esclarecer as dúvidas.

O tipo de acomodação mais indicado para o intercambista depende muito do destino e do tempo de intercâmbio. Então, é muito relativo eu dizer que esse ou aquele tipo de acomodação por tanto tempo é a melhor opção para você no momento. Mas, em geral, a dica é fechar de 1 a 2 semanas de acomodação apenas para você ter um teto ao chegar ao seu destino e poder olhar com mais calma outros lugares que atraem você e valores mais acessíveis, como, por exemplo, até dividir uma residência com outros estudantes. Sim, você vai achar que 1 ou 2 semanas é pouco tempo e deve estar se perguntando: “E depois disso, se eu não achar nada, fico na rua?”. Assim que você chegar na acomodação que escolher, já veja a disponibilidade de renovar, ou seja, estender alguns dias ou semanas de estadia caso aconteça de você não achar algo melhor. Se houver disponibilidade, você já tem o plano B. Fique atento se a época não é de alta temporada, se não tem nenhum evento acontecendo na cidade etc. – coisas que fariam as acomodações não terem mais vagas. Em outros casos, quase sempre é possível renovar sua acomodação e, muitas vezes, por um valor até mais em conta.

Agora vamos falar um pouco sobre os tipos de acomodações mais oferecidos pelas escolas e agências:

1 – Hostel: Muitas vezes é oferecido como residência estudantil e não é. Tem que ficar atento. A diferença entre os dois tipos de acomodações está bem claro no nome. No hostel, você encontra gente dos quatro cantos do mundo – turistas, estudantes etc. Há uma possibilidade maior de encontrar “gringos” o que facilita e muito seu primeiro contato com outro idioma e conhecer novas culturas. Quartos, banheiros, cozinha e área comum, claro, são compartilhados. Alguns oferecem serviço de lavanderia, que é cobrado separadamente. Costumam ter mais opções perto dos principais pontos da cidade.

2 – Residência Estudantil: Como já disse, cuidado! Muitas vezes oferecem como residência o que na verdade é hostel. E têm, sim, diferenças bem consideráveis, começando pelos valores. Hostel geralmente é a acomodação mais em conta entre todas as opções (tirando quando você divide casa com outros estudantes). Residência estudantil costuma ser um pouco mais “carinha”, mas também oferece um conforto a mais. Oferecem quartos compartilhados, quartos duplos, triplos, single, suítes… Tudo depende da famosa frase usada há anos por uma empresa brasileira em suas campanhas publicitárias: “Quer pagar quanto?”. Claro que os quartos no estilo hostel são mais em conta. A diferença é que na residência estudantil você encontra apenas estudantes. O que pode ser bom e ruim também, depende o tipo de network que você procura. Também oferecem cozinha compartilhada e, às vezes, serviço de lavanderia cobrado separadamente. Algumas escolas oferecem residência estudantil dentro da própria escola mas, a maioria, costuma ser um pouco mais afastada que hostel, porém uma distância simbólica.

3 – Homestay (Casa de Família): Primeira opção de quem quer ter uma vivência mais próxima com o nativo, mas esse pode ser o seu primeiro erro. Casa de família, na verdade, quer dizer que você irá ficar em uma residência, com uma família, onde o idioma deles seja o idioma local, mas não necessariamente que a família seja nativa do local. Exemplo: Você pode ir para o Canadá e ficar em uma residência de uma família americana, pois os dois falam inglês. Para alguns isso não tem problema, mas, para outros, pode ser o início da frustração. Uma das frustrações, além de ser a mais cara. Uma semana de casa de família custa quase 2 semanas de acomodação em hostel. Costumam ser bem afastadas o que, normalmente, faz o estudante ter que usar um transporte para se locomover da casa até o centro, até a escola, enfim. Oferecem suítes individuais ou quartos duplos (para amigos ou casal), café da manhã e jantar. O almoço dificilmente é incluso, pois, praticamente, só a cultura brasileira tem o costume de almoçar. Mas, lembre-se, a alimentação é de acordo com a cultura da família. Então, prepare-se! Não espere o delicioso pão na chapa com manteiga no café da manhã e nem o arroz e feijão na janta. Outra dica para não surtar na hora: você está na casa de alguém onde o que prevalece é a regra dos donos da casa. Horário, rotinas, tudo é de acordo com a família. Calma, geralmente as famílias já estão acostumadas a receber estudantes e costumam ser bem “friendly” (amigáveis) mas é bom sempre já chegar preparado. Afinal, a Lei de Murphy existe!

Agora que você já tem uma visão melhor da realidade de cada acomodação, fica mais fácil decidir qual incluir no seu programa de intercâmbio, pelo menos, nas primeiras semanas no país escolhido. Se você for fazer um intercâmbio de até 4 semanas, o indicado é já fechar as 4 semanas de acomodação, porque o tempo para achar outra acomodação é o tempo de duração do seu curso, ou seja, nem compensa se dar ao trabalho. Para quem for fazer um intercâmbio com duração maior do que 4 semanas, conforme demos a dica no começo, o ideal é fechar até 2 semanas em uma das acomodações oferecidas e depois, já conhecendo o local, fazendo contatos, etc, procurar outro tipo de acomodação mais em conta para você.

Prontinho, um obstáculo a menos para você usar de desculpa e deixar o plano de estudar no exterior parado.

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Laís Galhardi
Formada em Jornalismo. Ama comunicação, viagens, descobrir novas culturas e compartilhar suas experiências com outras pessoas. O seu primeiro intercâmbio cultural foi em Dublin, na Irlanda, onde viveu experiências marcantes na sua vida pessoal e profissional. Mesmo depois de ter voltado para uma temporada no Brasil, atualmente reside na capital Irlandesa e trabalha também com Intercâmbio.