O intercambista Lucivan mostra que é possível vencer desafios e conhecer novos mundos

Bournemouth está na contramão das metrópoles agitadas e abarrotadas de gente (e de conterrâneos). A cidade, muito aconchegante por sinal, está situada na região costeira, ao sul da Inglaterra, e a 170 quilômetros da capital Londres. Com um pouco mais de 100 mil habitantes e sem muitos brasileiros por lá, o lugar é convidativo para aprender, na prática, o idioma inglês e vivenciar o dia a dia dos nativos.

Foto: arquivo pessoal de Lucivan em Copenhagen

No entanto, Bournemouth possui uma circulação cultural intensa, por ser um polo universitário e, consequentemente, abrigar estudantes de diversos países do mundo. O destino é escolhido por muitos intercambistas que desejam ingressar em instituições como a Bournemouth University e, ou, nas renomadas escolas de língua inglesa.

Após pesquisar todas estas informações, sabiamente, o jovem Lucivan de Souza, de 23 anos, de Caucaia (CE), não teve dúvidas ao escolher a cidade para o seu primeiro intercâmbio. A sensação de satisfação é visível por ter acertado, em cheio, ao optar por Bournemouth para essa experiência.

O consultor de intercâmbio e guia turístico viajou para a Inglaterra, em maio de 2015, com a finalidade de permanecer um mês no país para aprimorar o inglês. O profissional conta que tudo começou após realizar um curso básico de inglês para área de turismo e hotelaria.

Foto: arquivo pessoal de Lucivan, viajando pela Europa

Durante o período, Lucivan sentiu a necessidade de aprimorar o idioma em algum país de língua inglesa, mas até então o projeto era superficial. Foi o curso técnico de Guia de Turismo que o impulsionou para concretizar o sonho de estudar fora do Brasil.

“Por ter sido minha primeira vez fora do meu país de origem, foi um grande desafio, principalmente porque eu fui sozinho. Viajar para um país totalmente diferente do seu, sem nenhum amigo e com apenas 20 anos é preciso coragem. Mas, sabe o que eu achei disso tudo? Achei prazeroso. Era gostoso me descobrir a cada dia”, conta.

Durante a estadia em Bournemouth, o jovem ficou hospedado em uma casa de família, onde compartilhava um quarto com um colega chinês. A convivência tanto com o parceiro, quanto com a família que o recebeu foi positiva. Sua rotina era preenchida pelas aulas na semana e atividades extras aos finais de semana, entre elas, excursões para cidades vizinhas: Oxford, Windsor, Eton, Salisbur, Bath e Londres. Na ocasião, além das cidades inglesas, a França também entrou no roteiro

Foto: arquivo pessoal de Lucivan em Praga, República Checa

O que mais lhe surpreendeu em sua viagem foi a diversidade em relação à nacionalidade das pessoas, os costumes observados nas ruas e, em especial, na sala de aula. Para ele, foi incrível ter a oportunidade de conviver com ingleses, alemães, espanhóis, árabes, sul coreanos e italianos e aprender com essas pessoas as suas culturas e tradições. “Você se desfaz dos seus preconceitos e abre a mente para um universo totalmente diferente do qual estava habituado”, explica.

“Você se desfaz dos seus preconceitos e abre a mente para um universo totalmente diferente do qual estava habituado”

Lucivan superou suas expectativas e, por isso, aconselha para que todos, se puderem, conheçam a região. Segundo suas impressões, a cidade conta com um povo hospitaleiro, ruas limpas, transporte pontual, dentre outras razões que só o fizeram ter a certeza de que o destino foi perfeito para o seu intercâmbio.

Foto: arquivo pessoal de Lucivan em Hallstatt, Austria

Quando perguntado sobre o momento certo para realizar o sonho do intercâmbio, ele é categórico, “Nunca é tarde para viver uma experiência dessas, pois sair da zona de conforto e encarar uma viagem dessas amadurece e traz a percepção do quanto é possível ir mais longe do que se pensa”, afirma.

Após sua primeira viagem internacional, o rapaz não parou mais – comprovando a sua análise – no ano seguinte, em 2016, retornou para a Europa e, dessa vez, fez um mochilão por cinco países! A aventura se estendeu para lugares como Dinamarca, Noruega, Suécia, Aústria e República Tcheca.

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Joyce Lima
Jornalista e assessora de comunicação, a área cultural é a sua paixão e, por isso, sempre busca conhecer costumes e culturas de diferentes lugares. A história de cada país e região a encanta e ela procura dividir isso de maneira mais fidedigna com os leitores. Carioca da gema e sem amarras segue livre buscando conhecimentos por onde passa.