Sem falar muito bem inglês, a mineira que fez a vida em Vitória (ES), Mariana Borges, escolheu a Irlanda para aprender o idioma. Tudo começou em janeiro de 2008, em meio às baixas temperaturas do país, o que acabou sendo um susto para ela que estava acostumada com sol, praia e um calor demariana 40 graus. O plano inicial era ficar sete meses, mas a programação quase balançou em função do clima: “no começo, eu fiquei assustada com o clima. Peguei temperaturas abaixo de zero, sem contar que amanhecia tarde e escurecia cedo”, lembra ela.

Foi uma família irlandesa que abrigou a brasileira nos primeiros meses, o que já foi suficiente para desafiá-la com o idioma. A impressão desde o começo foi das melhores, tanta em função das pessoas que conheceu, como pelas aventuras que viveu. “O povo irlandês é muito simpático e disposto a ajudar. Gostei da escola onde estudava, logo comecei a fazer amigos, sair, viajar e tudo melhorou. Nem o frio me desanimava mais como nos primeiros dias”, revela.

Depois disso, os planos de ficar na Irlanda só aumentaram. Ela resolveu estender o visto por mais um ano e depois mais e mais, sem planos para voltar ao Brasil.

Do projeto à realidade

“Desde quando cheguei à Irlanda, várias pessoas me escreviam perguntando sobre o país, pedindo dicas de lugares para visitar, coisas para fazer aqui e até perguntas básicas, como o processo de visto”, diz Mariana. Foi dessa necessidade das pessoas de encontrar informações nem sempre disponíveis que ela teve a ideia: fazer um guia.

Até o projeto virar realidade, foi preciso fazer projeto piloto para apresentar a ideia ao público e investidores. Para ela, o patrocínio financeiro para cobrir todos os custos do projeto foi a parte mais difícil, já que o guia é gratuito, até mesmo para quem quer um exemplar em casa. “Tive que convencer o governo irlandês e as empresas privadas de que o guia impresso seria de grande ajuda aos brasileiros, mercado que vem crescendo muito nos últimos anos, principalmente com parcerias como o programa Ciência sem Fronteiras”, explica.

Referência para os brasileiros

Guia Irlanda 2O diferencial é que o guia é escrito exclusivamente para brasileiros, com foco no que o povo mais gostam de fazer. O Guia Irlanda também responde as perguntas básicas não só voltado tanto para turistas, quanto para intercambistas e pessoas que pretendem aqui no país. “Fiz uma pesquisa detalhada em guias da Irlanda, como o Lonely Planet, e li vários blogs de viagem e intercâmbio. Mas claro que minha experiência contou muito“, revela.

O Guia Irlanda traz ainda reúne informações sobre eventos oficiais e não oficiais, vida noturna, acomodações, transporte, comida típica, compras, natureza. A primeira leva do Guia Irlanda impresso será distribuída gratuitamente nas principais universidades brasileiras e agências de turismo e intercâmbio

Irlanda do Norte

Apaixonada pela Irlanda do Norte, o país também está no Guia. “A rota costeira Causeway deveria ser incluída no roteiro de todos os turistas. Até porque é tão perto de Dublin, em menos de 3 horas já se chega nas principais atrações, como o Giant’s Causeway, Rope Bridge, Dunluce Castle e outros lugares tão lindos”, explica.

Quem quiser ter acesso ao guia, além das agências de intercâmbio pode fazer um contato por aqui, incluindo na mensagem o endereço completo (com CEP) para o envio do exemplar. O estoque é limitado.


Marciéli Palhano
Jornalista brasileira, nômade por natureza. Adora conhecer pessoas, histórias e lugares diferentes. Se tiver comida boa, uma bela paisagem e gargalhadas, não precisa de mais nada. Diagnosticada com doença celíaca e intolerâncias alimentares, criou o projeto Zero Gluten & Lactose: www.zeroglutenlactose.com