Gente, a coluna ‘tava de férias, mas agora quem está “de férias” sou eu! E, lógico, já peguei a estrada! Dessa vez vocês vão me acompanhar em uma temporada na América Central! Ay, caramba!

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Foto: Eduardo Xerez

Com meus olhos curiosos bem abertos e todos os sentidos aguçados, estarei percorrendo por várias semanas lugares super interessantes entre o México e o Panamá! Experienciando praias paradisíacas, barreiras de corais, vulcões, lagos, sabores… e o mais interessante, seres-humanos!

A península mexicana de Yucatán (Iucatã) foi onde cheguei. E é por lá que vamos começar! Cancún. Ay, Caribe! Lá encontrei minhas irmãs Yanka e Juliete, que estão me acompanhando em uma boa parte dessa aventura (deveria ter feito um retiro espiritual antes. Hihihi…) Nem preciso introduzir Cancún pra vocês, não é? É tudo isso mesmo que nos vem à mente: Mar azulíssimo, areia branca e calor. Mas minha dica é uma ilhota a poucos minutos dalí, Isla Mujeres. Em menos de meia-hora de barco você chega a esse mini-paraíso, onde o principal meio de transporte são carrinhos de golfe. Com um desses, você vai de uma ponta à outra da ilha em cerca de 30 minutos. Vale muito a pena! E além da ilha ser linda, os preços por lá são bem razoáveis. E como falando em México, muitos já pensam em Thalia, o negócio é se jogar na praia e fazer a linha “eres piel morena”!

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Foto: Eduardo Xerez

De volta a terra firme, fizemos uma parada em Playa del Carmen. Só um close rápido. O lugar é bem agitado e as praias movimentadas. Principalmente se for Spring Break, a temporada de férias onde jovens estadunidenses descem em bandos pra lá. Se o teu negócio é farra, então te joga pra Playa!

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Foto: Eduardo Xerez

Já bem pacata é Tulum. O lugar em si não é lá dos mais esplêndidos, já os arredores… O babado aqui é alugar uma bicicleta e desbravar a região. E assim fizemos! Primeiro stop:  ruínas maias à beira-mar. O calor tinha um quê de filial do inferno, mas o visual amenizava esse tormento. Aquelas cores vibrantes da natureza, junto à arquitetura maia de centenas de anos, deixam qualquer um boquiaberto. E os lagartos, tipo iguanas, espalhados por toda parte dão um toque especial; fofinhos. Pra fugir do calor, a melhor opção é se jogar num cenote! Cenotes são cavidades no solo rochoso, formadas pelo movimento das águas. Alguns são verdadeiros sistemas subterrâneos, que levam até o mar. No geral são piscinas cristalinas naturais. Nós optamos pelo Gran Cenote. Um espetáculo!

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Foto: Eduardo Xerez

Falando em arquitetura maia, óbvio que fomos à mundialmente famosa cidade maia Chichén Itzá. O complexo arquitetônico em meio à floresta é, de modo geral, realmente fascinante. No entanto, o templo de Kukulcán é o elemento que te prende a atenção! E não é à toa. Essa pirâmide, também chamada de El Castillo, construída no século XII impressiona pela arquitetura! Em cada uma de suas quatro fachadas há uma escadaria central que leva ao templo, no topo. Pena que já não é permitido a nós, pobres mortais, subir. Com exceção pra bunitan da Jennifer Lopez (ver clipe I’m Into You).

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Foto: Eduardo Xerez

Ah! Quase esqueço. Não sei bem a razão, mas percebi que esse simpático povo muitas vezes parece se atrapalhar com valores e pedidos. Aqui uns exemplos que nos ocorreram. Restaurante quase vazio, nosso pedido: 1 pizza meia peperoni/meia queijo e outra vegetariana (sem abacaxi, mas com azeitonas pretas, como o próprio garçon sugeriu). O que recebemos: primeiramente uma toda peperoni (minhas irmãs aceitaram mesmo errada), mas a segunda (a minha) ele anunciou “pizza mariscos”, sendo que em sua mão tinha uma meia peperoni/meia queijo, ou seja, o verdadeiro pedido das meninas (tarde demais). E de vegetariana, nem sinal! Bem que eu preferia pedir tacos con guacamole, mas como não há muito abacate disponível nessa estação… Detalhe, situações assim aconteceram algumas vezes até então no México. Não espere pedidos de desculpas ou algo similar. Eles te olham como se nada tivesse acontecido e você que tem que tomar uma atitude. Já quando o assunto é troco, iiiihh… Diversas vezes recebemos troco errado. Engana-se se ‘tiver pensando que é trambicagem. Em alguns casos pode até ser. Mas recebemos algumas vezes troco a mais (sim, nós devolvemos. E isso tampouco causou surpresa neles). Claro que isso pode acontecer em qualquer lugar do mundo. Apenas foi muito chamativo no nosso caso, por ser num curto período de tempo. Talvez seja o calor que os deixa assim. Ah, mas isso são apenas peculiaridades, de teor quase insignificante, numa temporada nesses lugares encantadores.

Próxima parada: BELIZE! Não sabe nem onde fica?! Pois vai já saber! E muito mais que a localização…

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Dado Xerez
Dado Xerez é mestrando, graduado em História da Arte e Ciências da Cultura pela Universidade de Leipzig, na Alemanha, onde trabalha como Mediador Cultural. Sua grande paixão é viajar pelo mundo, colecionando novas histórias e aprendendo com cada lugar. Já visitou até então mais de 70 países e, além da Alemanha, já viveu na Nova Zelândia, Malta e Camboja. Hoje conta suas aventuras na coluna Mundo Afora, aqui no Press Abroad. Fascinado por comunicação, ele domina com fluência o Alemão, Inglês, Italiano e Português e ainda desenrola no Russo, Francês e Espanhol.