Acompanhe a história de um publicitário em seu primeiro intercâmbio na Irlanda

Foto: Arquivo pessoal de Brunno Rego em frente ao Malahaid Castle, em Dublin

Um intercâmbio pode ser comparado com as etapas da transformação de uma lagarta em borboleta. Sim, vamos usar essa analogia, sem sermos cliché, para te explicar porque defendemos a ideia de que estudar fora do país de origem é sim uma experiência fantástica, única e reformadora na vida de todos que estão abertos de corpo e alma para essa vivência.

Uma lagarta, pacientemente, constrói o casulo para a mudança radical e, dessa forma, é também o período de planejamento do intercâmbio. Já a fase do intercâmbio, pra valer mesmo, é, talvez, equivalente ao período de “incubação” da lagarta, quando diversos elementos transformadores são adicionados e seguem agindo para que esteja pronta para se libertar e voarViver e ver a vida de forma totalmente diferente.

Analisando desta forma, um publicitário, aos 31 anos de idade, está passando por todas essas etapas em seu primeiro intercâmbio. Brunno Rêgo, de Belém, Pará, escolheu a Irlanda para estudar inglês, por oito meses, inicialmente. Após atuar no mercado de trabalho, em São Paulo, ele corajosamente decidiu romper com toda a sua rotina para experimentar tudo o que essa viagem pode lhe oferecer.

A experiência internacional

Foto: Arquivo pessoal de Brunno Rego em Amsterdã

Esta não é sua primeira experiência internacional, sua primeira viagem aconteceu em 2010, com seu namorado, para Bruxelas, Bélgica. Eles se hospedaram por alguns dias na cidade e durante o período, o passeio se estendeu para outras cidades do país, para Amsterdã, na Holanda, e para Paris, na França.

Foto: Arquivo pessoal de Brunno Rego e seu namorado na Antuerpia, na Belgica

“Foi a nossa primeira experiência no exterior e achamos que a viagem foi fantástica, não só pelos lugares visitados, mas também pela grande imersão cultural, comportamental e idiomática das quais vivemos. Depois desta trip, fomos desbravar dois países da América do Sul: Argentina e Uruguai. Confesso que a vontade era de conhecer vários outros países vizinhos também”. Conta, Brunno.

Planejamento do intercâmbio

Fotos: Arquivo pessoal de Brunno Rego em Palma de Mallorca, na Espanha

Durante o seu planejamento, Brunno pesquisou sobre os principais destinos onde poderia estudar, trabalhar e conciliar o tempo fazendo também viagens, dentre outras coisas. Em 2016, uma promoção de intercâmbio para Dublin surgiu e ele agarrou essa oportunidade.

Dublin foi o destino escolhido pelo publicitário devido ao custo-benefício e pelo governo irlandês ter um olhar para o intercambista, dando a possibilidade de o estudante estrangeiro estudar e trabalhar durante o período de estadia no país.

O intercâmbio

Fotos: Arquivo pessoal de Brunno Rego com uma amiga bebendo uma Pint Guinness, em Dublin

O profissional se surpreendeu com Dublin, por identificar no lugar uma cidade de sonhos e realizações, onde ele e milhares de pessoas vivem em busca de ir muito além de simplesmente aprender a falar o inglês. Outro aspecto é o custo de vida. A alimentação e vestimenta são bem baratas em comparação ao Brasil, por exemplo.

Já quando o assunto é o aprendizado do idioma, apesar de estar por lá um pouco mais que três meses, Brunno confirma que suas expectativas seguem sendo atendidas e frisa que nunca é tarde para realizar um intercâmbio. O perfil do intercambista mudou e isso é positivo, pois há um convívio com pessoas mais maduras, com as mesmas aspirações.

Foto: Arquivo pessoal de Brunno Rego no Phenix Park, em Dublin

Eu deixei namorado, cachorro, família, todo meu conforto e um bom cargo, porque acreditava que poderia ir mais além e que isso só dependeria de mim. Pensei muitas vezes em dar entrada na parcela da tão sonhada casa própria, mas pensei muitas vezes também que se fizesse isso não faria mais nada do que sonhava. A fase de intercambista transforma as pessoas. Damos valor a coisas que antes eram supérfluas e comemoramos cada vitória alcançada em um país que não é o nosso e não fala a mesma língua que o nosso. Só de entender o que os “nativos” estão falando, já dou pulos de alegria”, explica.

Brunno ressalta que para aqueles que desejam estudar fora é necessário planejamento e disciplina. Sendo o primeiro fundamental para que o intercâmbio ocorra da melhor maneira possível e a segunda questão importante para que os estudantes consigam entrar no ritmo de aprendizado e cotidiano da cidade.

Foto: Arquivo pessoal de Brunno Rego, com amigos em uma balada GLBT em Dublin

Outro ponto abordado foi o seu desejo de ver mais paraenses como ele na Irlanda. O número de nortistas é menor em relação aos brasileiros de outras regiões do país. Por último, suas observações sobre a vida gay em Dublin, merece um importante destaque.

Antes de ir para a cidade, o intercambista pesquisou sobre como os gays eram vistos no país. Sua preocupação estava fundamentada no fato de que a Irlanda é um país muito religioso, cerceado pelas “leis” da Igreja Católica. Mas, ao contrário disto, os homossexuais têm direitos garantidos e não sofrem tanto preconceito. A Irlanda foi o primeiro país do mundo a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Segundo ele, embora a vida noturna para o público LGBT não seja a mais agitada por lá, a sensação de ser livre é muito maior do que isso.

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Joyce Lima
Jornalista e assessora de comunicação, a área cultural é a sua paixão e, por isso, sempre busca conhecer costumes e culturas de diferentes lugares. A história de cada país e região a encanta e ela procura dividir isso de maneira mais fidedigna com os leitores. Carioca da gema e sem amarras segue livre buscando conhecimentos por onde passa.