O ator conta sobre seu amor à primeira vista pela cidade: “Paris foi e é uma escola para mim”

O Max Petterson ficou famoso no Brasil todo e, pelo visto, entre muitos franceses, após postar um vídeo sobre o cotidiano em Paris, na França, durante o verão. A sua forma de abordagem, super humorada, sobre o dia a dia na cidade conquistou a simpatia de muita gente no país e também da comunidade brasileira no exterior.

A experiência de Max é motivadora para quem sonha estudar, trabalhar ou conhecer a cidade, mas, não sabe por onde começar, ou acham que essa chance está muito distante de se tornar real. O ator e YouTuber, de 23 anos, que saiu de Farias Brito (CE) rumo à Paris, mostra que é perfeitamente possível viajar para o exterior, caso você esteja disposto a se aventurar e sair da zona de conforto. Afinal, o desafio faz parte da vida de um viajante. Confira a entrevista que rolou para o Press Abroad.

PA: Essa foi a sua primeira viagem ao exterior? Caso não, com que frequência você costuma realizar viagens internacionais?

MP: Eu já havia viajado para a Argentina antes de vir à França. Hoje costumo fazer viagens internacionais com mais frequência, mas antes eu era muito mais jovem e tinha um budget muito mais limitado.

PA: Como você aprendeu francês para ingressar na universidade? Como foi o planejamento para essa viagem?

MP: Eu aprendi boa parte da língua pela internet. Através de chat virtuais, tutoriais online e vídeos. Aprendi a falar com essas ferramentas, mas a escrita foi mais complicado e tive que fazer um curso de cerca de cinco meses em uma escola de francês da minha cidade. Eu não tive um planejamento muito “planejado”. Eu passei cerca de um ano e meio me preparando para a possibilidade de estudar na França, porém, oficialmente eu só tive a confirmação e a carta de aceitação da universidade três meses antes. Tudo então ficou bem corrido e pra última hora. Por mais que eu soubesse que um dia iria dar certo, eu não imaginava que seria tão rápido.

PA: Por que você optou por esse destino?

MP: Quando eu comecei a pensar em estudar na Europa, várias cidades me vieram a mente. No começo, eu quis ir à Lisboa pelo Ciências sem Fronteiras, mas nunca fui aceito em nenhuma dessas bolsas de estudo. Então comecei a pensar mais alto, pensei em ir à Berlim, mas o alemão é uma língua muito complexa e tive inúmeras dificuldades só em aprender a dizer “Bom dia” (tenho até hoje). Aí eu descobri a língua francesa, era suave, poética e eu pegava rápido. Mandei um e-mail para Sorbonne, escrevi tudo pelo Google Tradutor (eu ainda não sabia falar nada em francês) e eles me responderam no mesmo dia. A partir daí, Paris passou a ser meu sonho.

PA: O seu vídeo ficou muito conhecido por você contar de forma humorada sobre algumas situações surpreendentes em Paris. Que impacto esse destino lhe causou? O que mais gosta ou gostou?

MP: O maior impacto que tive morando aqui foi o de “crescer”, me tornar um adulto de verdade. Paris me mostrou isso muito bem. Quando você sai da sua zona de conforto e começa a enfrentar a vida de verdade, cada obstáculo superado é uma vitória muito bem comemorada. Paris foi e ainda é uma escola pra mim. Eu me encantei por essa cidade, foi amor à primeira vista. Se existe vidas passadas, eu acho que já vivi aqui antes.

PA: Quais mudanças para a sua vida essa experiência lhe proporciona?

MP: Viver em um outro país, longe de minha família, me fez perceber que eu sou responsável por todas as minhas atitudes. Hoje, eu entendo melhor as coisas que minha mãe sempre me dizia, os conselhos, as decepções, todo o conjunto que vem quando se começa a viver de verdade. Agora eu me vejo como uma pessoa melhor, que está melhor do que antes, quero dizer. Uma melhoria que vai além do financeiro, físico ou espiritual, eu estou amadurecendo aqui.

PA: Você viajou sozinho ou com amigos?

MP: Deus e eu. Hahaha.

PA: Como é viver nessa cidade?

MP: Mágico. Paris tem vários encantos. A segurança, a qualidade de vida, as belezas arquitetônicas, os museus. Claro, continua sendo uma metrópole como muitas outras, tem estresse, poluição, trânsito e etc. Mas mesmo assim…

PA: O que você diria para quem deixou o intercâmbio para depois e agora acha que já está velho? É possível arriscar, jogar todo o conforto pro alto e buscar algo novo?

MP:E por que não fazer? Temos medo de tudo que é novo, isso é normal. Mas não podemos deixar que isso nos domine por inteiro. O medo é o tempero da aventura, o sabor da conquista, no final fica até mais gostoso. Não existe idade para fazer o que sonha, nunca é tarde. Tarde seria não tentar. Se não der certo, pelo menos você tentou e eu tenho certeza que você terá aprendido algo com isso.

PA: Que dica você daria para quem deseja viver fora do País?

MP: Tenha foco e objetivo. Saiba o que você quer, não precisa saber de tudo. Mas, tenha disponibilidade para as novidades. Vai, e se ficar com medo, vai com medo e tudo.

Conheça o canal do Max Petterson no YouTuber:

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Joyce Lima
Jornalista e assessora de comunicação, a área cultural é a sua paixão e, por isso, sempre busca conhecer costumes e culturas de diferentes lugares. A história de cada país e região a encanta e ela procura dividir isso de maneira mais fidedigna com os leitores. Carioca da gema e sem amarras segue livre buscando conhecimentos por onde passa.