Morar em outro país para praticar inglês ou para aprender de maneira muito mais rápida que no Brasil para algumas pessoas significa evitar a companhia de brasileiros. O assunto já foi alvo de polêmica, porque há quem prefira ter amigos brasileiros como forma de incentivar o estudo e facilitar a busca por emprego ou outras oportunidades. Um levantamento feito recentemente por uma associação de intercâmbio a pedido do G1 mostra os destinos com menos brasileiros. Quinze agências foram ouvidas nessa pesquisa. A relação pode ajudar você a escolher onde fazer seu intercâmbio.

As cidades sugeridas têm em comum o fato de serem menos populosas, terem clima predominante frio na maior parte do ano (o que acaba sendo um fator que não atrai brasileiros) e oferecem opção de lazer como esporte ou diversão noturna. Outra característica vantajosa é que elas estão entre duas a quatro horas de distância de capitais ou cidades mais famosas. Os locais não são de fácil adaptação, principalmente pela diferença do clima.

A recomendação do tempo mínimo de intercâmbio é de seis meses. Mas um mês já traz um resultado dependendo da dedicação do aluno. A estimativa é de que um mês de aula no exterior equivale a 10 meses no Brasil.

Preços

Nem sempre os preços de intercâmbios para destinos menos conhecidos saem mais em conta em relação aos roteiros tradicionais. O que ocorre é que as escolas nessas cidades prezam pela mistura de nacionalidades entre os alunos e podem até oferecer descontos para os brasileiros, em alguns casos. Veja os destinos sugeridos:

1)    Adelaide, na Austrália

A cidade possui cerca de 1,5 milhão de habitantes e recebe muitos estudantes estrangeiros, a maioria chineses, coreanos e alemães. Possui clima ensolarado praticamente o ano inteiro, praias de areia branca, mais de 700 restaurantes e bares concentrados principalmente na Victoria Square. Também é uma região conhecida por suas vinícolas.

2) Belfast, na Irlanda do Norte

É um destino que concilia passeios pela natureza com tour em cidades históricas.
A cidade está localizada na costa leste da Irlanda do Norte, um local cheio de colinas. Em Belfast existem mais de 20 km² de parques e reservas naturais, entre 11 parques centrais. Em muitos desses parques estão localizadas as principais atrações como o Belfast Castle, a Malone House e a Palm House, que fica no Jardim Botânico.

3) Christchurch, na Nova Zelândia

Com 380 mil habitantes, é a terceira maior cidade da Nova Zelândia, que passou a ser conhecida como “Cidade Jardim”. Isso porque os moradores realizam competições entre os bairros da cidade para eleger as flores mais bonitas. É repleta de prédios neogóticos, igrejas restauradas, cafés na calçada, bondinhos, boutiques famosas, parques e cursos de golfe. Durante o ano todo acontecem festivais de música, artes, exposições, entre outros.

4) Edimburgo, na Escócia

Parte do Reino Unido, a Escócia é conhecida por ser a terra do uísque e das saias kilt (escocesas). Com 500 mil habitantes, a cidade é a segunda mais populosa do país e recebe o mais importante festival de cultura do mundo: o Festival de Edimburgo. Concentra castelos que são algumas das mais belas paisagens do Reino Unido.

5) Galway, na Irlanda

Situada na costa oeste atlântica, Galway é uma cidade de 70 mil habitantes, que fica a 2 horas de Dublin. É uma espécie de “cidade universitária” que reúne estudantes do mundo todo. Um dos lugares mais agitados de Galway é o “Latin Quarter”. Possui ótimas conexões de transporte público inclusive desde o aeroporto de Dublin.

6) Jeffreys Bay, na África do Sul

Cidade de praia e surfe. Jeffrey’s Bay é palco de uma etapa do circuito mundial do surfe profissional desde os anos 80, o que tem contribuído para a divulgação do local. Tem 27 mil habitantes e fica localizada nas proximidades de Porth Elizabeth, na província de Eastern Cape. Passou a ser chamada de J-Bay por turistas e moradores locais.

7) Liverpool, na Inglaterra

Se tornou uma cidade turística famosa por ter sido o berço dos Beatles. Os estudantes têm a chance de frequentar os lugares em que a banda passou ou até mesmo as casas em que viveram. De Liverpool é possível chegar em Londres em até 2h30 em uma viagem de trem.

8) Seattle, nos Estados Unidos

É um importante centro da indústria aeroespacial e da tecnologia da informação. Em Seatte, os estudantes têm bastante contato com arte e cultura. Entre os pontos turísticos estão o Pacific Science Center e Museu da Aviação, considerado o maior museu aeronáutico privado do mundo, o mercadão Pike Place Market e o Seattle Aquarium. Também é possível participar de festivais de músicas e arte regionais ou assistir jogos de futebol, basquete e beisebol de times americanos.

9) St Julian´s, em Malta

O arquipélago maltês faz parte do continente europeu, e fica entre a Itália, o Egito e a Grécia e, portanto, possui influências culturais, linguísticas e arquitetônicas desses três países. Possui apenas 10 mil habitantes e pode ser considerado um museu a céu aberto, por conta de suas torres medievais, capelas de beira de estrada e as mais antigas estruturas humanas conhecidas no mundo. Possui ilhas de água transparente.

10) Whistler, no Canadá

Cidade de 10 mil habitantes que sediou as Olimpíadas de Inverno e fica a duas horas de Vancouver. Possui uma das mais cobiçadas estações da América do Norte, por conta da temporada de neve. A cidade é charmosa, tem diversos restaurantes, hotéis e bares e atrai dois milhões de turistas por ano. Durante o inverno, o estudante pode fazer cursos combinados com esqui ou snow-board. E nos meses de verão, além das aulas de inglês, passeios de mountain bike, trilhas para observação de animais e prática de golfe.

Fonte: G1